Voltar para o blogCarreira

Psicologia Positiva: o que é bem-estar de verdade (inclusive no trabalho)

· 5 min de leitura · Flavia Bernardo (CRP 06/104160)

A Psicologia Positiva nasceu no fim dos anos 1990, quando Martin Seligman, então presidente da Associação Americana de Psicologia, propôs que a ciência psicológica estudasse não apenas o sofrimento, mas também o que faz as pessoas florescerem. Não se trata de 'pensar positivo' nem de ignorar problemas.

Os cinco pilares do bem-estar (PERMA)

  • Emoções positivas: momentos de alegria, calma, gratidão e interesse
  • Engajamento: atividades em que você se envolve a ponto de perder a noção do tempo
  • Relacionamentos: vínculos de apoio e confiança
  • Sentido: sentir que o que você faz se conecta com algo que importa
  • Realização: perceber progresso e conquistas, no seu ritmo

E quando o trabalho drena esses pilares?

O esgotamento costuma aparecer quando o trabalho consome energia e devolve pouco: pouco reconhecimento, pouca autonomia, pouco sentido. Christina Maslach, referência mundial nos estudos sobre burnout, aponta seis áreas que pesam nesse equilíbrio: carga de trabalho, controle, recompensa, comunidade, justiça e valores.

Forças pessoais como recurso

Um dos estudos mais conhecidos da Psicologia Positiva classificou 24 forças de caráter, como curiosidade, gentileza, perseverança e senso de justiça. Usar com mais frequência as suas forças principais está associado a mais satisfação e engajamento. Na psicoterapia e na mentoria de carreira, identificar essas forças ajuda a fazer escolhas profissionais mais alinhadas com quem você é.

Importante: a Psicologia Positiva não substitui o cuidado com o sofrimento. Quando há ansiedade intensa ou esgotamento, a TCC oferece ferramentas para lidar com esses sintomas, e as duas abordagens podem caminhar juntas.

Referências

  1. Seligman, M. E. P., & Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: an introduction. American Psychologist, 55(1), 5–14.
  2. Seligman, M. E. P. (2011). Florescer: uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar. Objetiva.
  3. Peterson, C., & Seligman, M. E. P. (2004). Character strengths and virtues. Oxford University Press / APA.
  4. Maslach, C., & Leiter, M. P. (2016). Understanding the burnout experience. World Psychiatry, 15(2), 103–111.

Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento psicológico individual. Se você está passando por sofrimento intenso, buscar apoio profissional faz diferença.

Quer falar sobre isso com uma psicóloga?

Me escreva no WhatsApp e combinamos a sua conversa inicial, sem compromisso.

Falar no WhatsApp
Falar no WhatsApp